20 de setembro de 2020

Gravidez na adolescência: Uso de drogas no terceirotrimestre e prevalência de transtornos psiquiátricos

12 de dezembro de 20132min

Acesse: Gravidez RBP.pdf

Gravidez na adolescência: Uso de drogas no terceiro trimestre e prevalência de transtornos psiquiátricos

 Teenage pregnancy: Use  of drugs in the third trimestrer and prevalence of psychiatric disorders

Objetivo: determinar a prevalência de transtornos psiquiátricos durante a gravidez através do Composite International Diagnostic Interview – CIDI e do uso de cocaína e maconha no terceiro trimestre através do exame de fio de cabelo em adolescentes de baixa-renda e descrever suas características sócio-demográficas.
Materiais e Métodos: 1000 adolescentes grávidas foram submetidas ao CIDI, Hair Analysis e a um questionário sócio-demográfico e sócio-econômico no centro obstétrico de um hospital público de São Paulo.
Resultados: Das 1000 pacientes entrevistadas, 53.6% tem baixa-renda, 60.2% abandonou a escola, 90.4% está desempregada e 92.5% é financeiramente dependente. 6% usaram drogas durante o terceiro trimestre da gravidez (maconha: 4%, cocaína: 1.7%, ambos: 0.3%). 27.6% tiveram ao menos um transtorno psiquiátrico. Os diagnósticos mais freqüentes foram: Depressão (12.9%), Transtorno de Estresse Pós-traumático (10.0%) e Ansiedade (5.6%).
Discussão: Famílias desestruturadas, evasão escolar, desemprego e baixa capacitação profissional são fatores que contribuem para a manutenção desta situação sócio-econômica
desfavorável, cenário no qual são elementos importantes a alta prevalência de uso de cocaína e maconha no 3o trimestre da gravidez e de transtornos psiquiátricos.
Conclusão: É necessária a implementação de políticas públicas preventivas para reduzir a gravidez na adolescência além de cuidados sociais e psiquiátricos a essa população em situação de risco.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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