Álcool e drogas : Emergência Psiquiátrica

8 de dezembro de 20133min

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Álcool e drogas : Emergência Psiquiátrica

 Marcelo Ribeiro
 Ronaldo Laranjeira
 John Dunn

As complicações relacionadas ao uso de álcool e drogas nas salas de emergências são um fato corrente na atualidade (Seblova e cols., 2005; Brugal e cols., 2004). A difusão, diversificação e fácil acesso às substâncias psicoativas, colocam o médico de plantão em contanto com quadros clínicos diversos, muitas vezes exacerbados ou mascarados por outras doenças e intercorrências clínicas (Sterrett e cols., 2003; Bowley e cols., 2004). O usuário substâncias psicoativas está sujeito a processos infecciosos, alterações metabólicas, acidentes e episódios de violência, por vezes mais relevantes do que a intoxicação ou a síndrome de abstinência per se (McCaig e Burt, 2001; Lipsky e cols., 2004). As intoxicações podem servir a propósitos suicidas (Preuss e cols., 2003) ou funcionarem como „antídotos‟ para indivíduos sofrendo de alguma patologia psiquiátrica (Hirschfeld, 1996).
As salas de emergência parecem ser mais procuradas por usuários crônicos (McGeary e French, 2000). Além disso, boa parte desses utiliza mais de uma substância (Stoduto e cols., 1993), cuja associação torna mais provável o surgimento de complicações clínicas (Cole e cols., 2005) e a chegada desses usuários à atenção médica de emergência (Lora-Tamayo e cols., 2004). Entre os adolescentes, o poliabuso parece estar diretamente relacionado com a procura por esse tipo de atendimento (Stephenson e cols., 1984). Desse modo, vê-se que a procura pelos serviços de emergência acontece com mais freqüência entre aqueles que possuem problemas graves rerlacionados ao consumo de substâncias psicoativas, tornando o médico de plantão um importante elo entre o paciente e os serviços de tratamento para dependência de álcool e drogas (Rockett e cols., 2003).
Apesar de cada substância demandar condutas específicas para suas complicações, alguns princípios (quadro 16.1) devem ser sempre seguidos, visando a aumentar a sensibilidade e a precisão diagnósticas e estabelecer uma linha geral de abordagem.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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