Por que ChatGPT, Gemini e Claude parecem ter personalidades diferentes?

13 de julho de 20262min119
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Diferenças de tom de ChatGPT, Claude e Gemini nascem de processos de treinamento e ajustes com feedback humano. Usuários apostam em ferramentas para aliviar sofrimento psíquico, mas tecnologia não substitui um terapeuta.


Cada vez mais utilizadas para tirar dúvidas e até desabafar, as ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Claude, apresentam estilos de interação diferentes. Embora compartilhem informações semelhantes, cada chatbot responde com um tom próprio, resultado de processos de treinamento, ajustes técnicos e feedback humano, o que faz com que muitos usuários percebam essas IAs como se tivessem “personalidades” distintas.
Especialistas alertam, no entanto, que esses sistemas não substituem psicólogos ou psiquiatras. Apesar de demonstrarem empatia e orientarem a busca por ajuda profissional em situações de sofrimento emocional, os chatbots não compreendem emoções nem vivenciam experiências humanas. Além disso, podem reforçar crenças, reproduzir vieses presentes nos dados com que foram treinados e validar excessivamente as opiniões dos usuários.
 

Um estudo da Universidade Stanford, publicado na revista Science, mostrou que os principais chatbots tendem a concordar com os usuários 49% mais do que pessoas em situações semelhantes, reforçando a necessidade de usar essas ferramentas com senso crítico, especialmente em questões relacionadas à saúde mental.

 
Foto de Capa: Dado Ruvic/Reuters

Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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