Investir nos jovens traz retornos

A adolescência e o início da vida adulta são períodos de maior vulnerabilidade para o desenvolvimento de transtornos mentais. Em editorial publicado no The Lancet Psychiatry, especialistas defendem que os serviços de saúde mental devem ser mais acessíveis, acolhedores e desenvolvidos em parceria com os próprios jovens.
O editorial reúne três estudos recentes. O primeiro mostra que reduzir o uso de medidas coercitivas em serviços de psiquiatria e no sistema de justiça juvenil exige relações de confiança entre profissionais e pacientes, além de investimentos contínuos em treinamento e apoio institucional.
O segundo identifica que problemas de saúde mental, dificuldades acadêmicas e neurodivergência estão entre os fatores mais frequentes em casos suspeitos de suicídio entre universitários na Inglaterra, destacando a necessidade de fortalecer o apoio nas instituições de ensino.
O terceiro avalia o programa canadense ACCESS Open Minds, que apresentou bons resultados clínicos e demonstrou elevado custo-benefício, especialmente entre jovens com transtornos mentais graves.
Segundo os autores, investir em serviços de saúde mental centrados nas necessidades dos jovens pode melhorar os desfechos clínicos e trazer benefícios para toda a sociedade.
