Perfil Clínico e Demográfico de Médicos com Dependência Química

23 de novembro de 20133min

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Perfil Clínico e Demográfico de Médicos com Dependência Química

 Artigo originalmente publicado em: Revista Associação Médica Brasileira, São Paulo, volume 51, fascículo 3, mês, 2005, 139-143. Motivo pelo qual foi mantida a forma da publicação original nem sempre coincidente com as normas de publicação da RBMT.
Hamer Nastasy P. Alves Juliana Canadá Surjan Luiz Antonio Nogueira-Martins Ana Cecília P. R. Marques Sérgio de Paula Ramos Ronaldo Ramos Laranjeira

Rev. Bras. Med. Trab., Belo Horizonte • Vol. 2 • N o 4 • p. 310-316 • out-dez • 2004

Objetivo: Traçar o perfil clínico e demográfico de uma amostra de médicos em tratamento por dependência química e avaliar comorbidades psiquiátricas e conseqüências associadas ao consumo de drogas.
Metodologia: Foram coletados dados de 198 médicos em tratamento ambulatorial por uso nocivo e dependência química, através de questionário elaborado pelos autores. Resultados: A maioria de indivíduos era do sexo masculino (87,8%), casado (60,1%), com idade média de 39,4 anos (desvio padrão = 10,7 anos). Sessenta e seis por cento já tinham sido internados por causa do uso do álcool e/ou drogas. Setenta e nove por cento possuíam residência médica, e as especialidades foram: clínica médica, anestesiologia e cirurgia. A comorbidade psiquiátrica foi diagnosticada em 27,7% (Eixo I do DSM-IV)1 e em 6% (Eixo II do DSM-IV)1. Quanto às substâncias consumidas, o mais freqüente foi o uso associado de álcool e drogas(36,8%), seguido por uso isolado de álcool (34,3%) e de drogas (28,3%). Observou-se o intervalo de 3,7anos, em média, entre a identificação do uso problemático de substâncias e a procura de tratamento.Aqueles que buscaram tratamento voluntariamente somam 30,3%. Quanto aos problemas sociais e legais observou-se: desemprego no ano anterior em quase 1/3 da amostra; problemas no casamento ou separação(52%), envolvimento em acidentes automobilísticos (42%), problemas jurídicos (19%), problemas profissionais(84,8%) e 8,5% tiveram problemas junto aos Conselhos Regionais de Medicina. Conclusão: Os autores recomendam medidas assistenciais e preventivas para o problema.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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