Custos sociais decorrentes do uso indevido de drogas

11 de dezembro de 20133min

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Custos sociais decorrentes do uso indevido de drogas

Os “custos sociais” decorrentes do uso indevido de drogas, cada vez mais elevados, tornam urgente a intervenção mais adequada do ponto de vista da saúde pública.As conseqüências, diretas e indiretas, do uso abusivo de substâncias psicoativas são percebidas não apenas no contexto da rede pública de saúde, mas principalmente nas várias interfaces da vida social: na família, trabalho, trânsito, na disseminação do vírus HIV entre usuários de drogas injetáveis, mulheres e crianças, no aumento da criminalidade etc. Para estimar o montante dos custos relativos ao uso e abuso de álcool e drogas em termos de saúde pública, as pesquisas tem se pautado, principalmente, nos gastos com tratamento médico, na perda de produtividade de trabalhadores consumidores abusivos de drogas; e nas perdas sociais decorrentes de mortes prematuras.Outro aspecto relevante do problema diz respeito ao hábito de fumar, que raramente faz parte das estatísticas oficiais vinculadas a dependência química. Neste caso, 2,2% do PIB nacional é consumido com tratamento de doenças decorrentes da dependência tabágica (CHUTTI, In:BUCHER, 1992). Segundo Bucher (1992), estima-se que 5% da assistência especializada do País destina-se ao tratamento de casos de abuso de outras drogas que não o álcool, equivalendo neste caso à 0,3% do PIB. A estimativa é que no seu conjunto, o custo das drogas psicoativas no Brasil corresponde a 7,9% do PIB por ano, ou seja, cerca de 28 bilhões de dólares (In: Secretaria de Estado da Saúde/SP,1996). Nos Estados Unidos no ano de 1990, os custos econômicos totais do “abuso do álcool” foram estimados em mais de 100 bilhões de dólares, sendo que mais de 80% destes custos foram relativos ao tratamento, morbidade e mortalidade .


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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