24 de novembro de 2020

” Abuso de Drogas no Idoso”

7 de dezembro de 20134min

Acesse: Abuso de Drogas no Idoso.pdf 

 

” Abuso de Drogas no Idoso”

Luis André Castro
Ronaldo Laranjeira
Fonte Almeida e Col. (1996)

Nos dias atuais, as pessoas idosas são um grupo etário que mais cresce na população geral. Portanto, a prevalência de distúrbios psiquiátricos entre os idosos (entre os quais, os transtornos depressivos , os transtornos demenciais e o abuso de álcool e drogas) será proporcionalmente maior, de acordo com a longevidade da população. Os idosos acima de 75 anos é o grupo etário, que apresentará maior crescimento nos próximos anos. Portanto, é essencial instituir medidas preventivas com vista a evitar-se as seqüelas dos transtornos mentais associados ao envelhecimento.
Nos idosos o abuso de drogas é a terceira principal condição psiquiátrica, além da depressão e demência, (REFERÊNCIA….) apesar de ser uma área comumente negligenciada pelas revisões de literatura. Além disso, a maioria dos artigos científicos que abordam esse assunto, concentram-se na faixa etária entre os 55 a 75 anos. Contudo, a prevalência do abuso de álcool e drogas nos idosos é mais baixa do que a dos indivíduos mais jovens. Vários fatores contribuem para esta constatação, entre as quais: 1) a probabilidade de um sujeito jovem, que abusa de álcool e drogas chegar na terceira idade é menor; 2) a probabilidade de alguém começar abusar de álcool e drogas numa idade mais avançada tambem é menor e as taxas de recuperação entre os idosos, que fazem uso abusivo dessas drogas são maiores, devido aos problemas médicos causados pelas substâncias psicoativas. Nesse capítulo será abordado principalmente os benzodiazepínicos e o tabagismo, em virtude do impacto dessas substâncias na população mais idosa. Além disso, o uso de drogas ilícitas nos idosos é mais raro.
B. Fatores de Risco para o Abuso de Drogas no Idoso.
B.1 – Condições Psiquiátricas.
B.1.1 – Estados Depressivos.
Na população idosa, a prevalência de depressão é de 1 % (? REFERÊNCIA>>>). Os sintomas depressivos estão presentes em 15 % dos idosos. Contudo, na presença de uma condição médica a prevalência sobe para 10 %, sendo que os sintomas depressivos podem ocorrer em 40 % dos idosos. A co-existência de estados depressivos e estados ansiosos nos pacientes idosos não é muito diferente da encontrada nos pacientes mais jovens. Por exemplo, 26.3 % dos pacientes deprimidos apresentavam transtorno de ansiedade generalizada; 60 a 91 % dos pacientes com transtorno de ansiedade generalizada têm transtornos depressivos; 38 % dos pacientes com depressão maior preenchiam critérios de diagnóstico do DSM-III-R para algum transtorno ansioso e 25 a 39 % dos pacientes fóbicos também possuem transtornos depressivos. Esses exemplos ilustrativos demonstram a importância de distinguir-se as queixas clínicas dos pacientes geriátricos, devido às suas repercussões sobre o tratamento. Muitas vezes, os pacientes deprimidos com queixas ansiosas são tratados com ansiolíticos (principalmente, os benzodiazepínicos), evoluindo com remissão parcial do quadro clínico. Nesses casos, o risco dos estados depressivos cronificarem-se é elevada, já que não são prescritos antidepressivos de forma adequada (REFERÊNCIA).


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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