30 de setembro de 2020

Epidemiologia do uso de álcool no Brasil

16 de novembro de 20133min

Acesse:Epidemiologia do uso de álccol no Brasil.pdf

Epidemiologia do uso de álcool no Brasil
Epidemiology of alcohol use in Brazil
José Carlos F Galduróz e Raul Caetano

Rev Bras Psiquiatr 2004;26(Supl I):03-06 / Epidemiologia do uso do álcool / Galduróz JCF & Caetano R
A epidemiologia é “o estudo da distribuição dos estados ou acontecimentos relacionados à saúde de uma dada população”. Na questão específica do álcool, a epidemiologia diz respeito ao estudo do número de casos de usuários e/ou dependentes, além de problemas relacionados ao seu uso. Este artigo traça o panorama geral sobre o álcool e o alcoolismo no Brasil, abrangendo levantamentos da população geral, entre estudantes, meninos de rua e indicadores estatísticos.Os estudos epidemiológicos mais abrangentes do uso de álcool na população geral foram os realizados pelo CEBRID –Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Galduróz et al.(2000)pesquisaram as 24 maiores cidades do Estado de São Paulo, num total de 2.411 entrevistas,
estimando que 6,6% da população estava dependente do álcool. Dois anos depois, a mesma população foi pesquisada novamente e constatou-se um aumento estatisticamente significativo para 9,4% de dependentes.Outro amplo estudo domiciliar englobou as 107 cidades com mais de 200 mil habitantes – correspondendo a 47.045.907 habitantes, ou seja, 27,7% do total do Brasil. A amostra totalizou 8.589 entrevistados.4 Os principais resultados sobre o álcool podem ser vistos nas Tabelas 1 e 2. O uso na vida de álcool na população total foi de 68,7%. Essa proporção se mantém mais ou menos estável para as diferentes faixas etárias, lembrando que entre 12 e 17 anos, 48,3% dos entrevistados já usaram bebidas alcoólicas.A prevalência da dependência de álcool foi
de 11,2%, sendo de 17,1% para o sexo masculino e 5,7% para o feminino. A prevalência de dependentes foi mais alta nas regiões Norte e Nordeste, com porcentagens acima dos 16%.Fato mais preocupante é a constatação de que, no Brasil,5,2% dos adolescentes (12 a 17anos de idade) eram dependentes do álcool.No Norte e Nordeste, essa porcentagem ficou próxima dos 9%.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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