Não há evidências para uso da cannabis contra doenças mentais, diz Associação de Psiquiatria

27 de julho de 20222min4
Anvisa libera venda de produtos à base de cannabis em farmácias - Planta de 'Cannabis sativa', da qual é possível extrair o canabidiol.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) publicou, no último dia 17 de julho, um posicionamento oficial sobre o uso de produtos com substâncias extraídas da maconha (cannabis sativa) em tratamentos psiquiátricos. A associação recomenda cautela na utilização de derivados da planta, como o canabidiol e o tetrahidrocanabinol (THC), lembrando que não existem evidências científicas que provem a sua eficácia contra doenças mentais. Ao mesmo tempo, o documento lembra que a adoção de substâncias psicoativas presentes na cannabis causam dependência química, podem desencadear quadros psiquiátricos ou piorar os sintomas de enfermidades já diagnosticadas.

Segundo a ABP, “não há nenhuma evidência científica convincente de que o uso de canabidiol, ou quaisquer dos canabinóides, possam ter qualquer efeito terapêutico para qualquer transtorno mental”.

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, especialista em dependência química, confirmou os efeitos negativos do uso da cannabis ao elogiar a nota da ABP. Segundo ele, muitas evidências contrárias estão sendo comprovadas nos Estados Unidos, um dos primeiros países a legalizar a maconha.

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Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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