27 de setembro de 2020

Trajetória do uso de maconha em adolescentes em vulnerabilidade para dependência

26 de outubro de 20132min

Este é um artigo especial que faz parte das comemorações do aniversário de 40 anos do National Institute of Drug abuse (NIDA). A maconha continua a ser a droga mais usualmente consumida nos EUA e nos países do ocidente. Apesar do seu potencial para gerar dependência, assim como outras substâncias de abuso, a maconha continua a ser considerada, principalmente pelos jovens, como uma “droga leve” ou menos danosa que as outras. Razões que contribuem para essa percepção é que a maconha é menos associada com mortes, overdoses e acidentes, ao contrário do que ocorre com outras substâncias como tabaco , álcool e cocaína.

Apesar de vários argumentos utilizados em prol da legalização e descriminalização da maconha, dados científicos, muitas vezes, não são levados em consideração no âmbito dessa discussão. Nesta revisão, os autores apontaram para o crescimento de evidências que sugerem uma relação entre uso de maconha na adolescência e consequente vulnerabilidade ao desenvolvimento de dependência e de outras doenças psiquiátricas. Os mecanismos pelos quais a maconha pode afetar o funcionamento de estruturas cerebrais no cérebro em desenvolvimento de um adolescente, tais como o estriado e o córtex pré-frontal, bem como a influência de fatores individuais ainda estão sendo estudados, porém não podem ser ignorados ao se pensar em políticas públicas.

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Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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