21 de setembro de 2020

Intervenção breve em abuso de álcool em mulheres encarceradas

14 de março de 20103min

1 Butler Hospital, Providence, RI, USA; 2 Warren Alpert School of Medicine at Brown University, Providence, RI, USA and 3 Memorial Hospital of Rhode Island, Pawtucket, RI, USA

Michael D. Stein 1,2, Celeste M. Caviness 1 , Bradley J. Anderson 1 , Meg Hebert 1 & Jennifer G. Clarke 2,3
Addiction, Volume 105 Issue 3, Pages 466 – 475
Published Online: 5 Feb 2010

Objetivo: Testar a hipótese que uma intervenção breve seguida de  follow-up em mulheres encarceradas bebedoras de risco que estão retornando à comunidade resultará em usar menos álcool.

Métodos: Foi considerado consumo perigoso de álcool quatro ou mais doses em pelo menos 3 dias nos últimos 3 meses ou um escore de 8 ou superior no Alcohol Use Disorders Identification Test. As participantes foram randomizadas para uma consulta ou duas sessões breves focadas na motivação, sendo a primeira durante a reclusão e a  segunda um mês mais tarde após a re-entrada da comunidade. Participantes relataram comportamentos de beber em 3 e 6 meses após a entrevista inicial.

Resultados: As 245 participantes do sexo feminino tinham média de 34 anos de idade. O percentual médio de dias de uso de álcool nos 3 meses anteriores ao encarceramento foi de 51,7% e de dias de uso pesado de álcool foi de 43,9%. Os efeitos da intervenção nos dias de abstinência foram estatisticamente significativos em 3 meses (odds ratio = 1,96, 95% de intervalo de 1,17, 3,30). A percentagem de dias de abstinência foi de 68% para aquelas randomizadas para intervenção e 57% para os controles. Aos 6 meses, o efeito da intervenção foi atenuado e não estatisticamente significante.

Conclusões: Entre as mulheres encarceradas que relataram beber perigoso, uma sessão de duas intervenções breves aumentou os dias abstinentes em 3 meses, mas este efeito se deteriora aos 6 meses. As participantes do estudo continuaram a beber pesadamente após o retorno para a comunidade. Mais intervenções intensivas antes da liberdade e após a re-entrada podem beneficiar mulheres encarceradas que abusam de álcool.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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