29 de agosto de 2025

Você confiaria no ChatGPT para seu diagnóstico médico? Melhor buscar uma segunda opinião

18 de julho de 20252min296
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Apesar dos avanços da inteligência artificial, confiar em ferramentas como o ChatGPT para diagnósticos médicos pode ser arriscado. Inspirados por um passado em que se buscavam respostas com oráculos, hoje muitos recorrem ao “Dr. Google” e agora também ao “Dr. ChatGPT”, na tentativa de entender seus sintomas. No entanto, especialistas alertam: a IA ainda não possui capacidade de raciocínio clínico.

Embora possa ser útil em situações simples, o uso indiscriminado dessas ferramentas pode atrasar diagnósticos corretos e colocar vidas em risco. Um exemplo citado é o de um paciente que, após confiar no ChatGPT, postergou o atendimento médico de um AVC. Além disso, chats de IA são programados para gerar respostas convincentes, mesmo quando erradas e não admitem incertezas.

Outro ponto preocupante é a responsabilidade: quem responde por um erro de diagnóstico gerado por IA? Ao contrário dos médicos, a tecnologia não assume consequências. Também há riscos de vieses nos dados utilizados e um possível impacto negativo no nosso próprio pensamento crítico.

A conclusão dos especialistas é clara: a IA pode ser uma ferramenta de apoio valiosa, mas não deve substituir o julgamento clínico. O ideal é unir tecnologia com o olhar humano da medicina. Afinal, quando se trata da nossa saúde, precaução nunca é demais.

 

Imagem por Folha de São Paulo


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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