Subnotificadas, drogas sintéticas avançam e desafiam a saúde pública nas cidades

6 de abril de 20263min76
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O avanço das drogas sintéticas tem se consolidado como um desafio crescente para a saúde pública nas grandes cidades. Diferentemente de substâncias mais tradicionais, como crack e cocaína,  ainda predominantes no Brasil, essas novas drogas apresentam características que dificultam seu monitoramento: são altamente potentes, mutáveis e muitas vezes não aparecem nas estatísticas oficiais, o que contribui para a subnotificação dos casos.

Entre as principais substâncias estão metanfetamina, opioides, canabinoides sintéticos, MDMA, catinonas e cetamina. Todas atuam no sistema nervoso central e podem provocar efeitos imprevisíveis e graves, como intoxicações agudas, surtos psicóticos e até morte. Além disso, a produção local dessas drogas aumenta os riscos, já que variações na composição tornam o diagnóstico e o tratamento mais complexos.

A falta de dados consolidados limita a capacidade de resposta do poder público, tornando mais difícil a criação de políticas eficazes. Por isso, especialistas defendem a necessidade de estratégias de monitoramento em tempo real e ampliação de medidas de redução de danos, como o acesso à naloxona, medicamento essencial para reverter overdoses por opioides.

Experiências internacionais, como as adotadas em cidades como Atenas e Milão, mostram a importância de ações direcionadas a populações vulneráveis, especialmente pessoas em situação de rua. O cenário reforça a urgência de ampliar o debate, investir em prevenção e fortalecer a rede de cuidado para enfrentar esse fenômeno cada vez mais dinâmico e complexo.

 
Foto de Folha de São Paulo

Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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