‘Pacientes tomam 300 comprimidos por dia’: a crise de saúde causada pelo Zolpidem no Brasil

27 de setembro de 20232min20
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A BBC News Brasil traz uma matéria importante sobre os riscos do Zolpidem, um medicamento amplamente utilizado no tratamento da insônia por mais de três décadas. Nos últimos anos, observa-se uma crescente competição informal entre psiquiatras e especialistas em medicina do sono no Brasil para identificar pacientes que tenham consumido a maior quantidade de comprimidos de Zolpidem em um único dia.

Essa crescente notoriedade do medicamento se deve a uma série de fatores, incluindo a facilidade de prescrição médica e a sua atratividade para resolver um problema comum: a insônia. Alguns médicos relatam casos extremos, nos quais pacientes ingeriram até 40 ou 50 comprimidos de Zolpidem de uma só vez. O psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (IPq-FMUSP), inclusive menciona casos de internações de pacientes que consumiram até 300 comprimidos em um dia.

A necessidade de aumentar o controle sobre a venda de Zolpidem no Brasil e de conscientizar tanto médicos quanto a população sobre o uso adequado desse medicamento é um consenso entre os especialistas entrevistados. O Zolpidem, ao longo da última década, tem sido visto como uma solução rápida para problemas de sono, oferecendo indução do sono em cerca de 10 a 15 minutos após a ingestão, sem causar sensação de ressaca na manhã seguinte. Além disso, os médicos alertam para a existência de um mercado paralelo de venda e compra de medicamentos, que ocorre principalmente nas redes sociais e em grupos de mensagens. Isso torna mais difícil para os profissionais de saúde monitorarem o uso correto e seguro do medicamento por parte dos pacientes.

Leia mais: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjm4lg89jv1o


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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