Para: Presidente do Conselho Regional de Medicina de SP

27 de maio de 20173min

Para: Presidente do Conselho Regional de Medicina de SP

De: Miguel Tortorelli e Izilda Alves,Federação do Amor Exigente 

E-mail enviado às 12h45m

Ao Prezado

Doutor Mauro Aranha – Presidente do Conselho Regional de Medicina de SP

Como representantes de 30 mil famílias com dependentes de drogas na cidade de São Paulo, solicitamos ao Conselho Regional de Medicina, que está criticando publicamente a medida adotada pelo prefeito João Doria- internação compulsória- respostas para três perguntas:

-Qual o tratamento que o Conselho defende para dependentes que estão nas cracolândias?

-O Conselho pretende fazer um mutirão nas cracolândias?

-O Conselho vai levar médicos para conversar com eles?

A situação é gravíssima e insustentável, doutor Mauro Aranha. Pais, mães e dependentes em recuperação somam com o Prefeito porque conhecem na pele o tsunami que é o crack. Todos , portanto, a favor da internação compulsória, passando pelos procedimentos que a medida exige–avaliação médica, do Ministério Público e do Judiciário- para os dependentes que estão nas ruas. Os dependentes da cracolândia, além de serem doentes graves, colocam em risco todos que passam onde eles estão, por roubarem, invadirem lojas, promoverem arrastões , tudo para pagar traficantes. Os traficantes continuam entregando drogas e colocando em risco , agora os moradores e comerciantes dos bairros Campos Elíseos, Santa Cecília, Higienópolis até a avenida Paulista. Se não houver a internação, qual a solução que o Conselho prevê para casos como desta epidemia?

Temos urgência na sua resposta para informarmos nossas 30 mil famílias.

Miguel Tortorelli, Vice-Presidente da Federação do Amor Exigente 

Izilda Alves, Conselheira da FEAE

 
 

Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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