24 de novembro de 2020

Norte-americanos gastam mais com maconha do que com McDonald’s e Starbucks

20 de janeiro de 20174min

Derivados da cannabis movimentaram US$ 53,3 bilhões

Mercado ilegal ainda responde por 87% da receita

Debate sobre descriminalização no Brasil voltou forte

Comércio formal movimentaria R$ 6 bi, diz estudo

 

Os consumidores da América do Norte gastaram US$ 53,3 bilhões com maconha legal, medicinal ou ilegal em 2016, segundo dados da Arcview Market Research. A cifra é superior ao consumido no McDonald’s e no Starbucks.

Conforme o Business Insider, a receita do mercado legal de maconha alcançou US$ 6,7 bilhões em 2016, resultado 30% superior ao ano anterior. O mercado ilegal respondeu por 87% das vendas, abaixo dos 90% registrados em 2015.

No último ano, 7 Estados legalizaram o uso da cannabis nos Estados Unidos. Métodos alternativos para ingestão de derivados da maconha fortaleceram o mercado legal, disse o diretor executivo da Arcview Market Research, Troy Dayton, para a Business Insider.

CRISE NOS PRESÍDIOS

No Brasil, a discussão sobre o uso legal de maconha ganhou força nas últimas semanas por causa da superlotação de presídios. Cerca de 160 mil detentos (27% do total) cometeram delitos relacionados a drogas, conforme dados compilados pelo Ministério da Justiça (leia a íntegra).

Além de impactos sociais, como a superlotação dos presídios, a atual política é cara ao erário público. Estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados (leia a íntegra) estima que a liberação da maconha reduziria em R$ 997,3 milhões os gastos anuais com o sistema prisional.

O comércio formal de maconha movimentaria R$ 5,7 bilhões no Brasil, segundo o estudo da Câmara. Ainda de acordo com o trabalho, haveria 2,7 milhões de consumidores de cannabis no Brasil.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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