A cada 7 segundos, Copa do Mundo expôs público a publicidade de apostas

2 de outubro de 20263min23
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A presença de publicidade de apostas esportivas durante grandes eventos, como a Copa do Mundo, chama atenção para os efeitos da exposição frequente às bets, especialmente entre adolescentes e jovens. Segundo o psiquiatra Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a associação das plataformas a atletas, clubes e celebridades pode influenciar a forma como o público percebe os riscos das apostas.

Para o especialista, quando figuras públicas promovem bets, parte de sua credibilidade pode ser transferida para as plataformas, fazendo com que a aposta seja percebida principalmente como uma forma de lazer ou possibilidade de ganho financeiro, enquanto os riscos de perdas financeiras e de problemas relacionados ao comportamento ficam em segundo plano.

Antônio Geraldo também destaca que a exposição repetida à publicidade pode favorecer a iniciação e a continuidade das apostas, além de reduzir a percepção de risco. Entre os jovens, fatores como facilidade de acesso pelo celular, disponibilidade constante e busca por recompensas imediatas podem contribuir para o desenvolvimento de comportamentos problemáticos e dependência.

O alerta reforça a importância de ampliar a discussão sobre os efeitos da publicidade de apostas e sobre os riscos associados ao jogo, principalmente entre públicos mais jovens.

 
O cenário das apostas no país, entretanto, mudou recentemente. Em 25 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa e sua publicidade no país. 
Foto de capa: JM Online

Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra, com o objetivo inicial de oferecer atendimento a funcionários com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Esse trabalho marcou o início de uma trajetória voltada à assistência, à pesquisa e à formação de profissionais na área da dependência química.



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