Doces Venenos – Conversas e Desconversas sobre Drogas

5 de setembro de 20182min

Quem pensaria em falar de um assunto tão grave e atual através de contos de fadas? Quem ousaria juntar drogas e fadas? Doces e venenos? A Lídia, ora, quem mais? Só ela, com esse jeito ao mesmo tempo cuidadoso e sem-cerimônia, poderia tornar o tema mais leve e nem por isso menos sério. Pois não existe nada mais sério, salvo o consumo de drogas, do que contos de fadas: eles condensam de tal modo personagens, enredos e conflitos humanos que se tornaram uma mitologia da humanidade contemporânea. E não existe linguagem mais rica e polivalente do que os mitos. Para completar, nada melhor do que uma visita aos bastidores da escrita, onde mãe e filha debatem o próprio livro, a partir das nuanças que as gerações assumem tão bem. Temos então o cenário perfeito para viajar pelo mundo das drogas, entender seus efeitos físicos e psíquicos, sua inscrição cultural, sua dimensão humana, demasiadamente humana. E, depois de transitar pela maconha, codeína, ópio, álcool e crack, poder descobrir, no fundo de cada viciado, uma Menina dos Fósforos que anseia por luz e calor. Existe outro ângulo ao mesmo tempo tão íntimo e tão cortante para olhar o humano?

Autora: Lidia  Rosenberg Aratangy


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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