Saúde mental e depressão

10 de outubro de 20235min97
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*Por Adriana Moraes

O Dia Mundial da Saúde Mental, comemorado em 10 de outubro, tem como objetivo aumentar a conscientização sobre questões relacionadas à saúde mental em todo o mundo, promovendo a compreensão, a aceitação e a empatia em relação às pessoas que sofrem com esse transtorno.

A saúde mental é uma parte essencial da nossa qualidade de vida e bem-estar. Ela abrange uma ampla gama de aspectos, desde a nossa saúde emocional e psicológica até o nosso comportamento social e a capacidade de lidar com o estresse e os desafios da vida. Um dos distúrbios mais comuns e impactantes da saúde mental é a depressão. 

A depressão afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ela não distingue idade, sexo, raça ou status social. Algumas das características da depressão incluem:

Tristeza profunda: a tristeza persistente é uma característica fundamental da depressão. Pode parecer uma tristeza esmagadora que não desaparece, independentemente das circunstâncias.

Perda de interesse e prazer: às pessoas com depressão muitas vezes perdem o interesse em atividades que antes lhes davam prazer. Isso pode levar a um isolamento social e à retirada de atividades sociais.

Fadiga e baixa energia: a depressão pode causar uma sensação constante de cansaço e exaustão, tornando as tarefas diárias uma luta.

Distúrbios do sono: a insônia ou o excesso de sono são comuns em pessoas com depressão.

Mudanças no apetite e peso: as alterações no apetite podem levar a ganho ou perda significativa de peso.

Dificuldade de concentração: a depressão pode prejudicar a capacidade de concentração e tomada de decisões.

Sentimentos de desesperança e autocrítica: pessoas com depressão frequentemente têm pensamentos negativos sobre si mesmas e seu futuro, sentindo-se sem esperança.

No Dia Mundial da Saúde Mental, é fundamental lembrar que a saúde mental é tão importante quanto à saúde física. Devemos lutar contra o estigma associado às doenças mentais e incentivar o diálogo aberto e o apoio às pessoas que estão enfrentando a depressão e outros transtornos mentais.

Promover a conscientização sobre a saúde mental e eliminar o estigma associado à depressão são passos importantes para garantir que as pessoas busquem ajuda quando necessário e recebam o apoio de que precisam para viver vidas mais saudáveis e felizes. A depressão é uma batalha que pode ser vencida com o tratamento adequado e com o auxílio de amigos e familiares.

A ajuda está disponível e inclui abordagens como terapia cognitivo-comportamental, medicamentos antidepressivos e apoio social.

Tratamento:

– A medicação corrige o desequilíbrio químico cerebral que desencadeiam os sintomas da depressão em qualquer pessoa que tem a doença, dos casos mais leves aos mais graves. Livre dos sinais incômodos do transtorno, sentindo um pouco mais de energia pela vida, o paciente tem mais condições de procurar, com a ajuda da psicoterapia, os fatores e os motivos psicológicos que o fazem sofrer e então tentar resolvê-los.

– Psicoterapia: conversas com um terapeuta treinado que podem ajudar a explorar e abordar os aspectos emocionais e psicológicos da depressão, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz e amplamente reconhecida no tratamento da depressão.

– Técnicas de Bem-Estar: práticas como meditação, atenção plena e yoga, que podem fortalecer a mente e o corpo, contribuindo para o tratamento da depressão.

Essas opções de tratamento podem ser combinadas de acordo com as necessidades individuais, fornecendo um caminho abrangente para a recuperação da depressão. A atividade física também contribui com a melhora da patologia e qualidade de vida.

*Adriana Moraes – Psicóloga da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) – Especialista em Saúde Mental e Dependência Química – Colaboradora do site da UNIAD (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas).


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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