Problemas Associados ao Uso da Cannabis e Tratamentos Não-Farmacológicos Para Usuários

22 de fevereiro de 20212min

A maconha é uma droga polêmica, já que no decorrer de sua longa história vem tendo muitas funções, desde o uso medicamentoso, que atualmente é intensamente discutido, até o uso meramente recreacional ou abusivo. Mais recentemente, desde o século passado, o uso recreacional da maconha cresceu, com o movimento hippie, que refletia uma cultura e um modo de viver no qual a maconha tinha um papel bastante importante.Este novo modo de encarar a vida, gerou a idéia de que o uso da cannabis seria um caminho para o “autoconhecimento”. Por outro lado, como a droga passou a ser consumida com mais freqüência, seus prejuízos começaram a ser identificados e uma outra corrente de estudos teve início. Com a constatação de que a maconha não era uma droga tão inofensiva, nos anos 80, foram sendo propostos os primeiros tratamentos. Apareceram assim os primeiros ensaios clínicos testando tratamentos específicos para usuários de maconha.

Este capítulo inicia resumindo os motivos para poderiam justificar um tratamento para a maconha, entre eles alguns dados epidemiológicos importantes e os prejuízos mais evidentes do uso abusivo da maconha, alguns deles já mencionados em outros capítulos desse livro. A seguir, mencionaremos as abordagens mais efetivas no tratamento não-farmacológico das dependências em geral e então passaremos a descrever os tratamentos e estudos específicos para a maconha.

Leia aqui o capítulo completo.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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