29 de setembro de 2020

Óbitos relacionados ao uso de cocaína e Cannabis no estado de Santa Catarina no ano de 2016

12 de maio de 20202min

As drogas de abuso, como a cocaína e a Cannabis, representam substâncias psicoativas largamente utilizadas para fins recreativos.

Verificou-se uma carência de informações referentes ao abuso de substâncias ilícitas no estado de Santa Catarina, assim como, quanto à natureza das ocorrências de mortes relacionadas ao uso de substâncias ilícitas no estado. A presente pesquisa, de cunho inédito no estado de Santa Catarina, objetivou analisar os Laudos de óbitos relacionados ao uso ilícito de cocaína e Cannabis, no ano de 2016, elaborando um perfil sócio-demográfico das ocorrências. A análise feita permitiu observar que no total ocorreram 808 óbitos relacionados com o uso da cocaína e da Cannabis em 25 cidades do estado, no ano de 2016. Além disto, o número de óbitos relacionados às drogas estudadas foi superior para o sexo masculino (732 casos). A faixa etária com maior número de óbitos foi de 19-30 anos (371 casos). As principais causas de mortes foram os homicídios (52% dos casos). Ademais, a Cannabis foi a substância mais identificada nos casos que envolveram homens (262 casos) e para as mulheres a identificação da cocaína ocorreu na maioria dos casos (22 casos). A Cannabis foi a substância com maior número de identificações para a faixa etária que correspondeu a 19-30 anos (162 casos). Joinville representou a cidade com maior número de casos de homicídios (103 casos). Florianópolis foi a cidade com maior número de óbitos associados à Cannabis: (68 casos). A Cannabis esteve associada à maioria de casos de homicídios (168 casos).

Palavras-Chave: drogas de abuso, cocaína, Cannabis, mortes violentas, Santa Catarina.

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Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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