27 de setembro de 2020
14 de dezembro de 20082min

Lançado em abril, o filme americano Super High Me não passou em nenhuma sala de multiplex do país. Também não está disponível na Blockbuster. Mesmo assim, está dando o que falar. O sucesso no You Tube, onde ele está disponível repartido em nove partes, não me deixa mentir. Inspirado no badalado documentário Super Size Me, em que o escritor Morgan Spurlok se submeteu a uma dieta radical à base de McDonalds para analisar as consequências, Super High Me é uma versão maconheira da idéia. Nele, o comediante Doug Benson – ele próprio um usuário convicto – decidiu passar trinta dias sem usar maconha para, logo em seguida, virar trinta dias ininterruptos fumando sem parar. E filmou tudo.
O tom de sátira do filme é inevitável. Porém, muito mais que uma comédia, Super High Me informa – sem preconceitos nem arroubos politicamente corretos, claro – os efeitos do uso prolongado e ininiterrupto da cannabis. Ao longo do filme, Doug faz consultas com médicos especializados, exames de sangue, contagem de esperma e outros, enquanto procura, sempre com bom humor, derrubar mitos sobre a droga e, da mesma forma, confirmar os perigos que seu uso exagerado acarreta.
Informativo e engraçado ao mesmo tempo, é um documentário que vale ser visto.


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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