Setembro Amarelo: Há sempre um amanhã que ainda não conhecemos

Em artigo publicado no GPS Brasília, o psiquiatra Dr. Antônio Geraldo destaca a importância do Setembro Amarelo para romper o silêncio e o tabu em torno do suicídio. O autor ressalta que falar sobre o tema de forma responsável pode abrir caminhos para a prevenção e para a busca de ajuda.
Segundo o Dr. Antônio Geraldo, uma crise pode modificar a percepção do tempo e do futuro. O sofrimento intenso pode fazer com que o presente pareça definitivo. Como afirma o autor, “uma crise pode estreitar o mundo, encurtar o futuro e fazer do presente uma aparente sentença definitiva”. Nesse contexto, a escuta, o acolhimento e a assistência profissional são fundamentais.
O artigo também chama atenção para sinais de sofrimento que nem sempre aparecem como pedidos explícitos de ajuda, como mudanças de comportamento, isolamento e desesperança. O autor reforça que transtornos mentais associados ao risco de suicídio podem ser diagnosticados e tratados, e que o cuidado profissional não deve ser substituído apenas pelo apoio de familiares e amigos.
Dr. Antônio Geraldo destaca ainda que a prevenção não deve se restringir ao mês de setembro. Além das campanhas de conscientização, são necessárias políticas públicas permanentes, capacitação de profissionais, acesso ao tratamento e acompanhamento adequado em situações de crise.
A mensagem central do artigo é que uma crise não precisa definir toda uma trajetória. Como sintetiza o autor, “há sempre um amanhã que ainda não conhecemos”. Por isso, oferecer escuta, buscar ajuda e garantir acesso ao cuidado são medidas essenciais para a prevenção do suicídio.
*Antônio Geraldo da Silva é médico formado pela Faculdade de Medicina na Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. É psiquiatra pelo convênio HSVP/SES – HUB/UnB. É doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Portugal e possui Pós-Doutorado em Medicina Molecular pela Faculdade de Medicina da UFMG.
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