2/3 dos estudantes de medicina têm sintomas depressivos moderados ou graves, aponta estudo

8 de setembro de 20263min28
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Pesquisa com mais de mil alunos de 74 faculdades brasileiras indica falta de tempo como principal fator.  
 

A pior percepção de saúde mental é detectada entre os cotistas.

Um estudo realizado com 1.026 estudantes de medicina de 74 instituições brasileiras identificou uma frequência preocupante de sintomas de sofrimento psíquico. Segundo a pesquisa, 66% dos participantes apresentaram sintomas depressivos moderados a graves, enquanto 50,5% relataram sintomas de ansiedade.

A falta de tempo foi apontada como um dos principais fatores de estresse, ao lado da pressão pelo desempenho acadêmico, das dificuldades de aprendizagem, dos relacionamentos e de questões relacionadas à própria saúde. O estudo também indicou que aspectos do ambiente acadêmico, como a colaboração entre colegas e um clima educacional mais favorável, podem estar associados a melhores indicadores de saúde mental.

Os resultados reforçam a importância de discutir as condições de formação dos futuros médicos e de ampliar estratégias de prevenção, acolhimento e cuidado em saúde mental dentro das instituições de ensino. A formação médica envolve uma rotina intensa e exigente, e reconhecer precocemente sinais de depressão, ansiedade e esgotamento pode ser fundamental para proteger a saúde dos estudantes e favorecer uma trajetória acadêmica mais saudável.

 

Imagem de Wolfgang Eckert por Pixabay


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra, com o objetivo inicial de oferecer atendimento a funcionários com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Esse trabalho marcou o início de uma trajetória voltada à assistência, à pesquisa e à formação de profissionais na área da dependência química.



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