Do prazer à fissura: por que o excesso de dopamina gera uma falsa felicidade

3 de março de 20262min96
Portrait of young girl crying with her hand covering her mouth

A dopamina tem papel essencial na motivação, na aprendizagem e na sensação de satisfação. Em níveis equilibrados, ela ajuda o cérebro a identificar experiências positivas e a repetir comportamentos saudáveis por meio do sistema de recompensa.

O problema começa quando estímulos intensos e frequentes provocam liberação exagerada dessa substância. Com o tempo, o cérebro reduz a sensibilidade dos receptores, atividades simples perdem o encanto e surge a necessidade de experiências cada vez mais fortes para alcançar o mesmo prazer. O resultado é um ciclo de euforia breve seguida de vazio emocional.

A chamada fissura não é prazer, mas um desejo urgente de repetir a experiência. Trata-se de um processo neurobiológico, que altera a forma como o cérebro prioriza recompensas e pode levar a padrões compulsivos.

A felicidade duradoura não depende de picos intensos de dopamina, mas de equilíbrio. Reduzir estímulos extremos e investir em hábitos consistentes, como sono adequado, atividade física e convivência social, ajuda o cérebro a recuperar a capacidade de sentir prazer de forma natural e estável.

 

 

Imagem de nensuria no Freepik


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



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