Quando a frustração ainda não virou lição: algo além do adeus do Brasil à Copa

13 de julho de 2026166min130
copa

Do ponto de vista da psiquiatria, a frustração não é pequena apenas porque nasceu de um jogo.

A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 reacendeu um sentimento coletivo de frustração que vai além do resultado esportivo. Sob a perspectiva da psiquiatria, a frustração não se transforma automaticamente em aprendizado. Antes disso, costuma despertar emoções como raiva, tristeza, incredulidade, negação e a busca por culpados, exigindo tempo para que sejam elaboradas.

O texto explica que o futebol ocupa um lugar simbólico importante na vida dos brasileiros, mobilizando memórias, identidade, pertencimento e expectativas. Por isso, uma derrota da seleção pode provocar impactos emocionais profundos, que variam conforme a história e a personalidade de cada indivíduo.

Além de refletir sobre a importância de saber perder, o artigo destaca que saber vencer também exige equilíbrio emocional, já que a vitória pode alimentar arrogância e falsas sensações de invulnerabilidade. A maturidade psicológica não consiste em eliminar a dor ou encontrar lições imediatas, mas em permitir que as emoções sejam compreendidas e ressignificadas ao longo do tempo.

Mais do que uma análise sobre futebol, o texto aborda como o ser humano lida com perdas, mostrando que algumas derrotas terminam no estádio, enquanto outras permanecem dentro de nós até encontrarem um significado.

 
 
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*Antônio Geraldo da Silva é médico formado pela Faculdade de Medicina na Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. É psiquiatra pelo convênio HSVP/SES – HUB/UnB. É doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Portugal e possui Pós-Doutorado em Medicina Molecular pela Faculdade de Medicina da UFMG.
 
Foto de Capa: Freepik

Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra, com o objetivo inicial de oferecer atendimento a funcionários com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Esse trabalho marcou o início de uma trajetória voltada à assistência, à pesquisa e à formação de profissionais na área da dependência química.



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