A falta da assistência psiquiátrica e o impacto nos serviços médico de urgência (SAMU)

17 de dezembro de 20132min

Acesse: Release SAMU.pdf

A falta da assistência psiquiátrica e o impacto nos serviços médico de urgência (SAMU)

Nos últimos anos estamos assistindo a uma desativação dos poucos serviços psiquiátricos existentes no Brasil, com fechamentos de hospitais psiquiátricos de baixa qualidade, sem a devida organização de uma rede ambulatorial. Estamos numa situação onde as pessoas com transtornos mentais não encontram uma rede de serviços compatível com a complexidade da doença mental. Não existem nem uma assistência médica ambulatórial e muito menos um acesso a hospitais ou clínicas psiquiátricas de qualidade.
Em decorrência disso a população deixou de ser assistida nas principais doenças psiquiátricas. Uma das conseqüências esperadas dessa falta de assistência é que os pacientes e suas famílias venham a utilizar mais os serviços de urgência.
Para testar essa hipótese buscamos estudar o impacto do atendimento a pessoas com transtornos mentais no serviço de atendimento médico de urgência SAMU na região de Marília.
Resultados
O SAMU Marília atendeu no período agosto de 2004 a agosto de 2005, 17.729 indivíduos em suas viaturas básicas e na UTI móvel. Destes, 16% apresentaram transtornos mentais e do comportamento (TMC). O restante dos atendimentos tiveram como causas: causas externas (20%); os problemas cardiovasculares (11%); respiratórios (10%); digestivos (10%); neurológicos (9%);; obstétricos (7%) e diversos (16%).


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra. A criação contou, na época, com o apoio do Departamento de Psiquiatria da UNIFESP. Inicialmente (1994-1996) funcionou dentro do Complexo Hospital São Paulo, com o objetivo de atender funcionários dependentes.



Newsletter


WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com