Procurar ajuda antes da corda romper não é exagero, é discernimento

11 de agosto de 20262min10
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No artigo publicado pelo Dr. Antônio Geraldo, a metáfora da corda mostra como o sofrimento psíquico pode se acumular silenciosamente até ultrapassar a capacidade de resistência. Muitas vezes, a pessoa continua trabalhando, cumprindo compromissos e mantendo uma aparência de normalidade, enquanto enfrenta internamente cansaço intenso, alterações no sono e no apetite, dificuldades de concentração, perda de interesse e afastamento das atividades que antes proporcionavam prazer.

O texto destaca que funcionamento não é sinônimo de saúde. Reconhecer mudanças persistentes no humor, no comportamento, na produtividade, nos relacionamentos e no interesse pela vida é uma forma de prevenção. O acompanhamento contínuo da saúde mental permite identificar sinais precoces de sofrimento e buscar cuidado antes que a situação se agrave.

O adoecimento mental é resultado de uma combinação de fatores biológicos, emocionais, familiares, sociais e profissionais, e não de falta de coragem ou força de vontade. Por isso, o cuidado precisa ser individualizado e baseado em avaliação adequada.

Pedir ajuda não significa desistir, mas reconhecer os próprios limites e agir antes da ruptura. Assim como uma corda não precisa se partir para que seja necessário aliviar seu peso, ninguém precisa chegar ao limite para ter direito ao cuidado.
Artigo completo: https://gpsbrasilia.com.br/procurar-ajuda-antes-da-corda-romper/

*Antônio Geraldo da Silva é médico formado pela Faculdade de Medicina na Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. É psiquiatra pelo convênio HSVP/SES – HUB/UnB. É doutor pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Portugal e possui Pós-Doutorado em Medicina Molecular pela Faculdade de Medicina da UFMG.

Foto: GPS Brasilia/Magnific


Sobre a UNIAD

A Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) foi fundada em 1994 pelo Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira e John Dunn, recém-chegados da Inglaterra, com o objetivo inicial de oferecer atendimento a funcionários com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Esse trabalho marcou o início de uma trajetória voltada à assistência, à pesquisa e à formação de profissionais na área da dependência química.



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