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OPIÁCEOS Celina Pereira e Neliana Buzi Figlie. Produção São extraídos de uma planta chamada Papaver somniferum, conhecida popularmente com o nome de papoula do oriente. Através de cortes na cápsula da papoula verde, obtém-se um suco leitoso, o ópio. Quando seco este suco, passa a se chamar pó de ópio. A mais conhecida das substâncias presentes no ópio é a morfina (depressor do sistema nervoso central). O ópio também contém outras substâncias como a codeína, presente normalmente em alguns xaropes e a heroína (droga semi-sintética resultante de uma pequena modificação na fórmula da morfina). Estas substâncias são chamadas de opiáceos, ou seja, oriundas do ópio. O ser humano foi capaz de imitar a natureza fabricando em laboratórios várias substâncias com ação semelhante à dos opiáceos: como por exemplo a meperidina, o propoxifeno, a metadona. Estas substâncias totalmente sintéticas são chamadas de opióides (isto é, semelhantes aos opiáceos). Efeitos agudos
Efeitos do uso crônico ou prolongado
Efeitos tóxicos Os narcóticos, se injetados ou em ingeridos em grandes doses, podem causar depressão respiratória e cardíaca graves. Em níveis mais extremos, a pessoa pode entrar em estado de coma e, se não for atendida a tempo, chegar a morrer. Outro problema com estas drogas é a facilidade com que elas levam à dependência. O processo de abstinência provocado pela interrupção do seu consumo é extremamente violento e doloroso, com náuseas e vômitos, diarréia, câimbras musculares, cólicas intestinais, lacrimejamento, corrimento nasal, etc. (pode durar até 8-12 dias). A tolerância também é rápida e em pouco tempo a quantidade de droga antes ingerida deixa de fazer efeito. A heroína e os opióides em geral são pouco utilizados no Brasil e mais comuns na Europa.
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