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COCAÍNA/CRACK Celina Pereira e Neliana Figlie. Produção
A pasta de coca é um produto grosseiro e pode ser fumado em cigarros chamados "basukos". O "Crack" ou "Rock" é obtido a partir da mistura e aquecimento da pasta base de coca e da própria cocaína com bicarbonato de sódio, resultando no preparado sólido que é posteriormente quebrado para ser fumado. Na forma de base, a merla (mela, mel ou melado) preparada de forma diferente do crack, também é fumada. Existem outras preparações de cocaína, como "iceberg" e "snort" (com benzocaína ou procaína), "cocaine snuff" e "incense" (com cafeína) e "zoom" (com outros estimulantes). Tanto o sal
como a cocaína básica é adulterada pela mistura de várias substâncias,
sendo, assim, a "droga de rua" composta. Os adulterantes mais comuns da
cocaína são: açucares, procaína, cafeína, pó de mármore, talco, anestésicos
locais, e sais de baixo custo, como bicarbonato de sódio e sulfato de
magnésio e os teores de cocaína podem variar entre 15 a 90%. O crack apresenta
bicarbonato como adulterante mais comum, e os teores de cocaína nesta
forma variam de 35 a 99%, dependendo do processo de obtenção. Por isso
é impossível determinar a dose segura de cocaína ou crack. História
Nomes
comuns Formas de uso
Principais diferenças entre as vias
Efeitos agudos
O que acontece quando a pessoa pára de usar cocaína ou crack?
Efeitos do uso crônico ou prolongado
O crack e a merla podem produzir aumento das pupilas (midríase), afetando a visão ("visão borrada"). Ele pode também provocar dores no peito, contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é sobre o sistema cardiovascular que os efeitos são mais intensos. A pressão arterial pode subir e a pessoa pode ter taquicardia. Em casos extremos pode acontecer parada cardíaca. A morte também pode ocorrer devido a parada respiratória. O uso crônico da cocaína pode levar a uma degeneração irreversível dos músculos esqueléticos. É importante salientar o risco de contaminação de HIV, infecções na pele, no sangue, no coração, nos pulmões e hepatite devido à troca de seringas pelo uso da cocaína injetável.
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