ANFETAMINAS

Celina Pereira e Neliana Buzi Figlie.

O que são?

As anfetaminas são estimulantes da atividade do SNC e deixam as pessoas mais "ligadas". É conhecida como rebite entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso. Também é conhecida como bolinha por estudantes que passam noites em claro estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico. Nos Estados Unidos a metanfetamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma de cachimbos, recebendo o nome de "ICE". As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Conhecidas também como design drugs, pois são "desenhadas", "criadas" sinteticamente especialmente para produção de determinados efeitos.

Nome fantasia
Inibex, Moderine, Hipofagin, Desobesi-M, Fagolipo, Lipomax.

Indicação
Obesidade, narcolepsia (doença associada ao excesso de sono) e alguns casos de paralisia

Principais efeitos

  • Aumento do estado de alerta e diminuição do cansaço/melhora do humor
  • Diminuição do apetite
  • Insônia
  • Palpitações
  • Aumento da pressão cardíaca
  • Tremores
  • Convulsões
  • Psicose
  • Náuseas, vômitos, diarréias
  • Diminuição temporária do apetite
  • A interrupção do consumo provoca depressão

Efeitos tóxicos

  • agressividade
  • irritação
  • delírios persecutórios
  • paranóia e alucinações (psicose anfetamínica)
  • dilatação da pupila
  • palidez
  • convulsões

O abuso de anfetamina leva à tolerância. Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e pára de tomar, apresentaria sinais da interrupção da droga, ou seja, uma síndrome de abstinência. Ao que se sabe algumas pessoas podem ficar entrar em um estado de grande depressão, difícil de ser suportado; entretanto, isto não é uma regra geral.

Consumo no Brasil
Entre estudantes brasileiros do 1° e 2° graus das 10 maiores capitais do país, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes. Este uso foi mais comum entre as meninas. O total consumido no Brasil é também bastante significativo: em 1995 foram consumidas mais de 20 toneladas de anfetaminas. Representa um dos maiores consumos do mundo.

 

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